7 Lendas do Folclore brasileiro para todos conhecerem

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Lendas do folclore brasileiro
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As lendas do folclore brasileiro fazem parte da cultura popular, por isso conhecê-las é uma forma de resgatar tradições e fortalecer nossa identidade.

A palavra folclore é uma palavra de origem inglesa, formada pela composição de dois elementos: “folk”, que significa povo, e “lore”, que significa sabedoria, conhecimento, cultura. Portanto, podemos dizer que o folclore é uma manifestação cultural que representa os pensamentos e conhecimentos de um povo.

A maioria de nós já ouviu falar do Saci Pererê, que pula por aí com uma perna só. Do Curupira, que têm os pés para trás. Da assustadora Mula-sem-cabeça, e também do Lobisomem… Esses são exemplos de lendas do folclore brasileiro muito tradicionais, que se espalharam pelas regiões do país e ganharam várias versões ao longo do tempo.

Neste artigo, você vai conhecer versões de algumas das lendas folclóricas mais famosas:

  • Saci Pererê
  • Curupira
  • Iara
  • Mula sem Cabeça
  • Lobisomem
  • Cuca
  • Boto-cor-de-rosa

Por que ensinar lendas do folclore para a crianças?

Valorizar manifestações culturais populares é algo fundamental em toda sociedade que não quer esquecer o passado e suas próprias raízes. Incentivando nas crianças a reflexão sobre quem somos como povo e como país, ajudamos a fortalecer sua identidade e também estimulamos o protagonismo delas na construção do nosso futuro. 

As cantigas, lendas, festas populares e jogos coletivos são partes do folclore muito presentes no nosso dia a dia ainda hoje. Nas escolas, elas servem de ponto de partida para a abordagem do folclore na educação infantil. Assim, permitem que as crianças resgatem essa memória, com o objetivo de manter viva a história e de enfatizar a riqueza e a pluralidade de nossa cultura.

Conheça as lendas do folclore brasileiro:

Saci Pererê

Saci pererê
Saci Pererê – Ilustração: Dentro da História

A lenda do Saci Pererê fala sobre esse ser mítico, baixinho, negro e com uma perna só, que vive pulando rapidamente pelas floresta com seu capuz vermelho. 

O Saci é muito brincalhão, agitado e travesso. Sempre faz travessuras por onde passa: gosta de bagunçar a crina dos cavalos durante a noite, dando nós e fazendo tranças. Esses são sinais de que o Saci passou por ali.

Ele também tem o costume de entrar nas casas para pregar peças nas pessoas. Pode queimar as comidas que estão no fogão, ou fazer objetos desaparecerem. Às vezes até apaga velas e luzes.

O Saci cria um redemoinho quando passa rápido por um lugar, levantando folhas e sujeira. A lenda do Saci conta que é possível capturá-lo lançando uma peneira no meio do redemoinho. Depois, é preciso retirar o seu gorro e colocá-lo dentro de uma garrafa para não escapar.

Curupira

Curupira
Curupira – Ilustração: Dentro da História

O Curupira é um personagem do folclore conhecido por proteger as florestas. Sua lenda tem origem nas histórias de povos indígenas, sendo muito famosa no Norte do Brasil.

Segundo a lenda, o Curupira é um menino baixinho de cabelos vermelhos, cuja característica principal são os pés virados para trás, que servem para enganar invasores que erram o caminho ao seguir suas pegadas na floresta. Os indígenas acreditavam que o curupira aterrorizava aqueles que entravam na floresta para caçar ou derrubar árvores.

Uma forma do Curupira atormentar os caçadores é assoviar sem parar. Para fugir dele, é preciso dar um nó em um pedaço de cipó. Agora, achar o Curupira por conta própria na floresta é quase impossível, já seus pés ao contrário sempre enganam sobre seu caminho.

Sereia Iara

Iara
Iara – Ilustração – Dentro da História

A história da Iara, também conhecida como Lenda da Mãe d’Água, é outro exemplo de lenda do folclore com origem indígena. Iara ou Yara, do indígena Iuara, significa “aquela que mora nas águas”. Ela é metade peixe e metade mulher: da cintura para baixo tem uma cauda de peixe, e da cintura para cima tem o corpo de mulher.

A linda sereia costuma tomar banho nos rios e cantar uma melodia irresistível. Os homens que a veem não conseguem resistir ao seu encanto e pulam dentro do rio. Ela tem o poder de cegar quem a admira e levar os homens atraídos por ela para o fundo do rio.

Segundo a lenda, Iara era uma índia guerreira, trabalhadora e corajosa. Recebia muitos elogios do seu pai que era pajé, e consequentemente despertava a inveja de alguns da tribo, especialmente de seus irmãos homens. 

Certa noite, quando Iara dormia, ouviu seus irmãos entrando em sua cabana com a intenção de matá-la. A guerreira se defendeu e acabou os matando. Iara fugiu pelas matas com medo do pai, que a encontrou e, como punição, ela foi jogada no encontro do rio Negro com Solimões. Os peixes trouxeram o corpo de Iara à superfície e então, sob o reflexo da lua cheia, ela se transformou em sereia.

Mula sem Cabeça

Mula sem cabeça
Mula sem cabeça – Ilustração: Dentro da História

A lenda da Mula sem Cabeça tem origem europeia e foi trazida ao Brasil pelos Portugueses durante a colonização. Acredita-se que ela fazia parte de um esforço para reforçar os valores morais da época.

A Mula sem Cabeça é uma mula marrom que, em lugar da cabeça, tem uma tocha de fogo. Segundo a lenda, ela corre em disparada pelas matas e relincha tão alto que se ouve a muitos metros de distância. 

No folclore, a Mula sem Cabeça é uma figura amaldiçoada, em forma de punição a mulheres que se relacionassem com padres. A lenda tradicional diz que a mulher com essa maldição se transforma em mula na passagem da quinta-feira para a sexta-feira e só retorna à sua forma humana quando o galo canta três vezes. Enquanto está na forma de Mula sem Cabeça, ela tem um relincho que é confundido com um lamento de dor.

Lobisomem

Lendas do folclore - Lobisomem
Lobisomem – Ilustração: Dentro da História

A lenda do lobisomem tem diferentes versões no mundo todo, e sua origem também é europeia. No folclore brasileiro, o Lobisomem é um homem que se transforma em lobo em noites de lua cheia. 

Segundo a lenda brasileira, quando uma mãe tem 7 filhas e por último, um filho, esse será um lobisomem. Uma vez transformado em lobisomem na noite de lua cheia, sai à procura de vítimas. A cultura popular difundiu a ideia de que o lobisomem é vulnerável somente à bala de prata ou a objetos cortantes feitos também de prata. Assim, essas seriam as únicas formas de matá-lo.


No Norte do Brasil, a lobisomem seria o homem que tivesse a saúde debilitada com anemia. Uma vez transformado, se alimenta do sangue de outros humanos para compensar a pobre dieta como um deles. No Sul, por sua vez, o fato que transforma o homem em lobisomem seria o incesto.

Cuca

Cuca
Cuca – Ilustração: Dentro da História

A Cuca é conhecida popularmente como uma bruxa velha e feia, que tem cabeça de jacaré e que rouba as crianças desobedientes. Essa personagem do folclore brasileiro se originou através de outra lenda: a Coca, um dragão comedor de crianças desobedientes que fica à espreita nos telhados das casas, uma tradição trazida para o Brasil pelos portugueses.

Diz a lenda que a Cuca rouba as crianças que desobedecem seus pais. Ela só dorme uma noite a cada 7 anos, então os pais usam a lenda para dizer às crianças que se elas não dormirem na hora certa, a Cuca virá para pegá-las.

A Cuca ficou ainda mais famosa ao aparecer como personagem nos livros do Sítio do Picapau Amarelo de Monteiro Lobato e na série de televisão inspirada nas obras.

Boto-cor-de-rosa

Lenda do folclore - Boto cor de rosa
Boto cor-de-rosa – Ilustração: Dentro da História

A lenda do Boto-cor-de-rosa teve origem na região amazônia, onde vive essa espécie típica do Brasil. Segundo a cultura popular, o boto sai dos rios e se transforma em um jovem belo e elegante nas noites de lua cheia. Normalmente ele aparece nas festividades de junho e frequenta as Festas Juninas da região.

O boto se veste de branco e usa um grande chapéu para esconder suas narinas, pois sua transformação não ocorre por completo. Galã e conquistador, o boto escolhe uma moça solteira da festa e a leva para o fundo do rio. Na manhã seguinte ele se transforma em boto novamente, por isso a Lenda do Boto é utilizada muitas vezes para explicar uma gravidez fora do casamento.

Aprendendo sobre lendas do Folclore com a leitura

Diversas lendas do folclore brasileiro foram difundidas através de obras da literatura infantil. Uma das principais foi o Sítio do Picapau Amarelo, de Monteiro Lobato.

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Agora, as crianças podem aprender sobre o folclore de forma divertida e lúdica, fazendo parte de um Livro Personalizado do Sítio. Na história inédita, a criança entrará na floresta com os amigos Pedrinho, Emília e Narizinho, onde encontrarão incríveis seres do folclore. Será que o Saci, a Mula Sem Cabeça e o Curupira vão gostar disso?

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