Alfabetização: qual é a idade certa para aprender a ler?

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meninos na idade certa para aprender a ler e escrever
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A alfabetização é um marco no desenvolvimento das crianças. Será que seu pequeno já está na idade certa para aprender a ler?

Algumas crianças começam a decifrar as primeiras palavras por volta dos 5 anos, enquanto outras ainda estão aprendendo as letras e só vão começar a ler tempos depois, por volta dos 7 anos de idade. Nesse período, é comum que pais e mães se preocupem com o desenvolvimento dos filhos. Muitas vezes acontecem comparações com os colegas de classe da escola, ou até mesmo entre irmãos, pensando que a criança está atrasada ou então que é cedo demais para incentivá-la a se alfabetizar.

Por isso, reunimos aqui o que especialistas dizem sobre a idade certa para aprender a ler e escrever.

Começo da vida escolar e alfabetização

Primeiro, é preciso entender que o começo da vida escolar não está necessariamente ligado ao início da alfabetização da criança. As crianças podem começar a frequentar a escola bem antes de precisarem aprender a ler ou escrever.

Nos anos iniciais da educação infantil, o desenvolvimento dos alunos se dá através de estímulos diversos: a criança explora o mundo através do tato, de formas, de cores, da música, e também começa sua socialização relacionando-se com colegas e professores.

Todos esses estímulos pedagógicos são importantes para que, quando chegar a hora de começar a alfabetização, o aprendizado aconteça de forma mais natural e sem grandes dificuldades.

O Pacto Nacional pela Alfabetização na idade certa

Sobre o assunto da idade certa para aprender a ler e escrever, atualmente o governo brasileiro se posiciona através do PNAIC – PActo Nacional pela Alfabetização na Idade Certa. Ele é um compromisso assumido pelo governo Federal em 2012 para atender a meta de alfabetizar todas as crianças no máximo até o final do 3º ano do Ensino Fundamental.

Ou seja, oficialmente no ensino público do Brasil, espera-se que os alunos saibam ler e escrever por volta de 8 a 9 anos de idade.

Alfabetização ou letramento?

Existe uma diferença entre ser alfabetizado e ser de fato letrado. Vamos explicar: em sua definição, alfabetizar é ensinar a decodificar letras e números, ou seja, decifrar o código do alfabeto para ler palavras, frases e também escrevê-las. Desde os anos 1980, quando o analfabetismo era um problema global, muitos estudos discutiram o que significa saber ler, e surgiu assim a ideia de “letramento”.

Isso aconteceu porque é comum que muitas pessoas alfabetizadas, que conseguem ler e escrever,  ainda assim não saibam fazer um uso efetivo e contextualizado da linguagem escrita. Têm dificuldades de compreensão e também de se expressar por textos. O letramento, portanto, vai além da alfabetização: é preciso saber usar a escrita no cotidiano, aplicando-a em sociedade, construindo e expressando sentidos.

Portanto, é possível que crianças de 5 ou 6 anos já sejam alfabetizadas, mas o processo de letramento continua ainda nos anos seguintes para que elas tenham um desenvolvimento completo da linguagem.

Leia também: Será que meu filho está estressado?

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Então, existe uma idade certa para aprender a ler?

Quando se trata de desenvolvimento infantil, é sempre importante ressaltar o fato de que a maturidade de cada criança é variável e influenciada por muitos fatores: relações sociais, cultura, estímulos… Por exemplo, há bebês que começam a andar com 9 ou 10 meses, enquanto muitos só depois dos 13 ou 14 meses. Isso não significa que haja qualquer problema de desenvolvimento: o que realmente importa é que a criança seja sempre estimulada de forma natural.

Na fase da alfabetização, existem escolas que começam a introduzir as letras por volta dos 4 ou 5 anos de idade. Nesse caso, as crianças que já frequentam a escola podem começar o aprendizado de forma gradual para serem alfabetizadas de fato por volta dos 6 a 7 anos.

Dependendo do currículo da escola, entretanto, esse processo pode começar mais tarde, e só ser concluído no 3º ano do Ensino Fundamental.

Independentemente, aprender a ler mais cedo ou mais tarde não indica que a criança seja mais ou menos inteligente. Cada criança tem o próprio momento e ritmo de desenvolvimento. Tanto as escolas como as famílias podem trabalhar juntas para garantir que isso seja respeitado, ao mesmo tempo e que a criança é incentivada a aprender. Veja mais dicas neste outro post: “Como ajudar seu filho com dificuldade em Português”.

Estimular sem pressionar

Se analisarmos bem, o processo de alfabetização e letramento se inicia muito antes do que percebemos. Desde o nascimento, a criança tem a curiosidade e a vontade de aprender. Isso pode ser estimulado de diversas formas ao longo da infância, sendo uma das principais delas a brincadeira.

Brincar é a forma como as crianças aprendem sobre o mundo à sua volta e constroem seus conhecimentos de forma natural. Por isso, incentivar o contato com o mundo da leitura em forma de brincadeiras, de músicas e, claro, de livros, é importante para que a criança consiga aprender a ler e escrever mais naturalmente e sem dificuldades.

De qualquer forma, o fato de a criança mostrar interesse e gosto pela leitura mais cedo ou mais tarde não quer dizer que ela tenha maior ou menor capacidade intelectual. Por isso, as famílias não precisam alimentar expectativas e muito menos pressionar os filhos nessa fase:  Ao invés disso, aproveitar diariamente para viver momentos significativos de leitura e brincadeiras, junto com os filhos, torna o aprendizado um desafio muito mais prazeroso.

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No livro Turma da Mônica: Personagens de A a Z, a criança é o personagem principal da história. Ela vai conhecer o próprio Mauricio de Sousa e aprender o alfabeto em uma jornada com os personagens da Turma passando por cada letra do ABC.

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13 Responda para “Alfabetização: qual é a idade certa para aprender a…”

  1. Agora acalmou meu coração,meu filho tem 7anos e ainda não sabe ler.as tias ficam falando o tempo todo que ele já era pra saber ler.fico muito triste com isso.

    1. Não ligue pra isso, lembre-se apenas de incentivar e premiar o esforço, mesmo que aparentemente sem resultados a curto prazo. Eu mesmo fui um péssimo aluno na infância mas após muita luta acabei passando no vestibular.

  2. Sempre li ao meu filho desde bebê, mostrava as imagens e lia em voz alta sempre apontando o q estava lendo, livros simples e depois gradualmente mudando, começou a ler aos 5 e agora com 6 lê para mim e para os amiguinhos.

  3. Olá,meu filho tem 6 anos e ainda não conhece muito bem as letras, isso mim deixa muito agustiada,mas depois desse artigo meu coração fico mas calmo.

    1. Oii Fátima! Obrigada pelo contato.
      Cada criança tem seu ritmo na aquisição da escrita e habilidade de leitura. Preste atenção às dificuldades da sua pequena e nossa dica é que esteja sempre em contato com os professores para acompanhar sua evolução 🙂

  4. Eu aprendi a ler com 4 anos, minha mãe conta que eu era a única criança alfabetizada no jardim de infância. Eu sempre tive uma curiosidade natural com os gibis da Turma da Mônica e isso me estimulou muito rápido, já que minha casa era cheia deles (meu pai também gostava). Contudo, anos antes, minha mãe estava muito preocupada, porque eu demorei muito pra começar a andar, e até para me firmar sentado. Ou seja, cada criança tem um ritmo. Eu não sei matemática até hoje, aos 30 anos kkkk

  5. Tenho dois filhos criados da mesma maneira, sempre li para eles, incentivei a leitura e ensinei o que podia em casa, sempre brinquei muito com eles no intuído de ensinar de forma lúdica, o meu filho mais velho aprendeu a ler com 5 anos, hoje com 8 ler e escreve muito bem, adora livros e estudar, já a mais nova está com 6 e não lê ainda, reconhece todas as letras e fonemas, mas não consigo ensiná-la a ler, estamos com muitas dificuldades, isso me faz pensar que nem sempre é o incentivo dos pais, a criança tem a sua personalidade, a sua forma de aprender e as suas dificuldades.

    1. Oi Amanda! Obrigada por compartilhar sua experiência com a gente!
      Com certeza, cada criança é única. O mesmo tipo incentivo pode gerar respostas muito diferentes em cada irmão. Nossa dica é evitar comparações, e focar em entender os desafios que sua pequena está enfrentando. Aposte no diálogo, converse sobre o que ela gosta ou não gosta sobre a leitura. Continue oferecendo livros de diferentes gêneros e estilos, e no tempo dela, ela descobrirá algo pelo qual se interessa.
      Já conhece os livros personalizados da Dentro da História? Por transformarem a própria criança em protagonista, costumam incentivar o gosto pela leitura nos pequenos que não se interessaram muito por livros até então. Conheça no site: https://www.dentrodahistoria.com.br/
      Esperamos ter ajudado! Um abraço

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